Alimentação saudável na Infância

Alimentação saudável na Infância
É aos 2 anos de idade, os padrões de dieta das crianças começam a estabelecer-se. A oferta de diferentes alimentos, sabores e texturas é uma forma de aumentar a aceitação de alimentos novos e de ajudar os baixinhos a desfrutarem de uma dieta variada durante a infância e a fase adulta.

Muito questiona-se de como deve ser a alimentação da criança e apenas uma orientação é dada  a sua dieta espelha aos padrões alimentares dos pais, de irmãos mais velhos. Por tanto, sua alimentação deve ser equilibrada também!

Ao iniciar com a independência alimentar de seu filhote ♥, faça com que a mesa da sua família seja um bom modelo para ele. Assim seu filho pode aprender com vocês a fazer escolhas saudáveis e a estabelecer preferências saudáveis. Inclua uma variedade de alimentos saudáveis, frutas, verduras... Se você e outros membros da família comerem esses alimentos, a chance de que haja sucesso na tentativa de criar esses hábitos alimentares saudáveis para seu filho é bem maior.

Muitas crianças têm receio de ingerir alimentos novos, dando preferência para aqueles com que já estão acostumadas e essa é uma dificuldade imensa encontrada pelos pais! A dica é PACIÊNCIA! MUITA PACIÊNCIA! Hahahhaha...

Não pressione seu filho a comer, mas não desista se ele recusar verduras e legumes! Às vezes a criança só começa a gostar de uma COMIDA NOVA APÓS OITO TENTATIVAS. Lembre-se de que, a longo prazo, seu esforço valerá a pena.

Alguns dados estatísticos sobre alimentação das crianças:
- O sistema digestivo da criança só está completamente maduro depois dos 2 anos de idade, apesar de cerca de 50% das crianças entre 13 e 18 meses já fazerem as mesmas refeições que os seus pais! O risco associado é de debilitar o intestino delas, que constitui a peça-chave do seu sistema imunológico.
- A deficiência de ferro e a anemia são problemas sérios, com alta incidência entre crianças de até 2 anos.
- Mais da metade das crianças pequenas (até 3 anos de idade) consome muitos alimentos doces (ricos em açúcar).
- Diversos estudos epidemiológicos indicam que mais de 20% das crianças pequenas, dos 18 aos 24 meses, não consomem cálcio suficiente para satisfazer as suas necessidades diárias (e ainda tem um “refrizinho” para reduzir mais ainda a absorção do cálcio)
- No que diz respeito ao sal, não há necessidade de adicionar sal à comida que prepara em casa para o bebê e também não deve adicioná-lo em pratos prontos para comer. Esse é um bom hábito para adotar para o resto da vida.
- Reserve as bebidas açucaradas para ocasiões especiais, como por exemplo aniversários. Em todos os outros casos deve optar pela água (Eu fui criada assim e não morri e também não fiquei doente! hahahaha)

Dicas de alimentação saudável para o seu baixinho ♥
1. Até os 6 primeiros meses de vida, o leite materno deve ser o único alimento da criança, já que é completo em nutrientes e imunidade para o bebê;
2. Quando a criança rejeitar algum alimento, não ofereça premiações, compensações ou recompensas em troca! Isso só bloqueia esse processo de criar hábitos saudáveis, pois a interpretação será: “já que para eu comer algo assim eu mereço um presente, é sinal que não é bom e que eu sempre irei ganhar algo!”;
3. Abuse da criatividade e cores na hora de preparar os pratos. Para a criança, a aparência do prato é tão atrativa quanto o sabor (Eu sou bem criança para comer! Hahahahaha – tudo tem que estar beeeeem bonito e atrativo!) Conte sempre alguma história relacionada com o prato. Crianças adoram novas descobertas e é sempre bom dizer o benefício de cada alimento;
4. As proteínas são ingredientes de peso na alimentação infantil, pois colaboram com o desenvolvimento de músculos, pele, cabelo e ossos. Podem ser encontradas em carnes, leite, iogurte, queijos claros, leguminosas como o feijão, lentilha...;
5. Não ofereça refrigerante para eles, se não tiverem contato e hábito não sentirá falta. Lembrem que, vocês pais, são os que fazem as escolhas. A criança deve aceitar e você estimular. O refrigerante possui 20g de açúcar em cada 200ml, corantes químicos e muito fósforo que reduz a absorção do cálcio;
6. Evitem produtos industrializados prontos para o consumo, esses produtos possuem alto teor de sódio, açúcar, gordura trans e gordura saturada, conservantes que modificam todo o perfil bioquímico e genético, o que contribuem para o desenvolvimento de doenças futuras;
7. Seja um bom exemplo! As crianças tendem a repetir o comportamento dos pais, inclusive na alimentação. Se a criança observa os pais se alimentando de forma equilibrada, não fará ‘cara feia’ quando alimentos como legumes e verduras forem oferecidos;
8. Tenha sempre em casa uma fruteira recheada, mas com opções picadas e descascadas quando necessário sempre na geladeira. Ofereça com iogurte, picadinha com cereal ou aveia! Dificilmente a criança pedirá frutas por vontade própria, mas isso pode tornar-se um hábito, caso as tenha sempre disponível;
9. Dê preferência aos alimentos fonte de gorduras boas, ômega-3 e ômega-6, presentes em óleos de origem vegetal, principalmente, azeite de oliva, nozes e castanhas;
10. Façam as refeições e todos os lanches possíveis em família. O contato, o visual e a interação são muito importantes para formar o hábito. Leve a criança para dentro da cozinha, para auxiliar em pequenas tarefas, como misturar ingredientes, alcançar ingredientes... deste modo, ela se sente incluída na alimentação e não apenas uma obrigação na mesa.



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