Adoçantes Artificiais e Efeitos Sobre o Emagrecimento

Adoçantes Artificiais e Efeitos Sobre o Emagrecimento
Também conhecidos como edulcorantes, são substâncias que têm por objetivo a substituição do açúcar, para abaixar o valor calórico dos produtos e alimentos aos quais são adicionados. Geralmente sua capacidade de adoçar é maior que a do açúcar.

Muita gente entende que adoçantes são boas alternativas, justamente pelo baixo número de calorias.
É intuitivo pensar assim, quando se compara o número de calorias ingeridas com o uso de açúcar ou adoçante.
O problema é que esse raciocínio é falho, visto que um organismo biológico como o corpo humano gera interações altamente complexas nas suas reações.

E as substâncias que você ingere têm impacto biológico (também complexo) no seu organismo, e que vai muito além de calorias ingeridas x calorias gastas.
E justamente por causa disso vem um fato que parece não ter explicação: praticamente nenhum estudo conseguiu comprovar que o uso de adoçantes no lugar do açúcar foi capaz de gerar emagrecimento de forma consistente.
Pior, outros estudos demonstraram que na verdade, o uso de adoçantes engorda!
Mas como isso seria possível?

A sensação de saciedade é controlada pelo cérebro através de uma cascata de estímulos específicos que começa pelas papilas gustativas da língua, transmitindo informações através dos nervos cranianos para várias regiões cerebrais até chegar ao córtex gustativo primário. A partir desse ponto, ocorre o envio de projeções para áreas associadas a principal via de recompensa cerebral que liberam dopamina – neurotransmissor ligado à recompensa e prazer. O sistema de recompensa alimentar desempenha papel crítico na regulação do comportamento alimentar e no controle do número de calorias consumidas.

Evidências crescentes sugerem que os adoçantes artificiais não ativam os mecanismos de recompensa alimentar da mesma forma como o açúcar. A ressonância magnética em homens com peso normal mostrou que a ingestão de glicose resulta numa depressão prolongada de sinal no hipotálamo, ou seja, diminuição do estímulo no centro da fome e da saciedade, porém, o mesmo padrão de resposta não foi observado com a ingestão do adoçante artificial sucralose. Essa divergência sugere que uma resposta hipotalâmica cerebral de saciedade requer tanto sabor doce quanto conteúdo de energia. Com isso, alguns trabalhos têm mostrado um aumento de apetite com o uso de alguns adoçantes artificiais, mostrando que a ingestão calórica total no final não seria alterada com o uso dos adoçantes.

Os adoçantes artificiais também podem facilitar algo que os psicólogos chamam de distorções cognitivas. Uma vez que os adoçantes não oferecem energia, logo o consumo deles pode induzir as pessoas a procurarem alimentos calóricos que supram a necessidade energética e de satisfação. Trocar um refrigerante comum por um diet é uma permissão para aumentar o consumo da torta de chocolate.

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