Vitamina D e seus Benefícios

Vitamina D e seus Benefícios
A vitamina D, embora denominada vitamina, na realidade é um hormônio esteroide, pois possui a capacidade de regulação da expressão gênica. Essencial para o metabolismo ósseo, saúde cardiovascular e sistema imunológico. A falta de vitamina D pode se manifestar como problemas nos ossos, doenças inflamatórias ou infecciosas, desequilíbrios imunológicos e aumento do risco de câncer.
Descobertas recentes e reveladoras demonstram que todas as células possuem receptores para a vitamina D. Pesquisadores de Oxford descobriram 2.776 pontos de ligação com receptores de vitamina D ao longo do genoma e assim atuam em 2.776 genes. Esta pesquisa revela porque a vitamina D3 tem uma ampla influência sobre a saúde humana.
A vitamina D é muito importante para as gestantes. No primeiro trimestre a falta dela pode levar a abortos. Em casos de abortos múltiplos no início da gravidez, pode ser que o sistema imunológico da mãe esteja rejeitando a implantação do embrião. Como a vitamina D age no sistema imunológico, ela pode corrigir este problema. Além disso, no final da gravidez, a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia, doença na qual a gestante desenvolve a hipertensão. Afinal, esta substância influência na produção da renina, principal hormônio regulador da pressão arterial. A falta de vitamina D também aumenta as chances da criança ser autista, pois ela é importante para o desenvolvimento do cérebro do bebê.
Uma pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition feita com mais de 1000 gestantes, observou que quando a mulher ingere a vitamina D os riscos do bebê desenvolver problemas respiratórios diminuem. Outro estudo feito pela Universidade da Carolina do Sul, dos Estados Unidos, com 500 gestantes observou que o suplemento de vitamina D previne problemas como diabetes gestacional, parto prematuro e infecções.
Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que pessoas com níveis adequados de vitamina D são mais resistentes à contaminação por vírus e bactérias do que quem tem deficiência do nutriente e ainda, se recuperam mais depressa quando ficam doentes. A vitamina D é um importante modulador das células de defesa do organismo e também estimula os glóbulos brancos do sangue a fabricar um tipo de proteína que combate infecções.
Há inúmeras pesquisas que vem apontando que a falta de vitamina D está associada a um maior risco de desenvolver alterações cognitivas, comportamentais ou de personalidade, a exemplo de Alzheimer e Parkinson. Mas um estudo publicado em agosto de 2014 no periódico Neurology vem reforçar essa relação. No trabalho, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Exeter, no Reino Unido, notaram que os participantes com baixos níveis de vitamina D tinham uma probabilidade 53% maior de desenvolver demências em comparação aos que apresentavam quantidades aceitáveis do nutriente. No caso dos voluntários com deficiência severa da vitamina, o risco subia para 125%.
A vitamina D está envolvida na regulação dos níveis de cálcio no organismo, mineral que alivia as contrações musculares que provocam cólicas. Pesquisadores da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, acompanharam durante dez anos a dieta de um grupo de mulheres que sofriam de tensão pré-menstrual e de outro de voluntárias sem queixas e concluíram: aquelas que consumiam regularmente leite, queijo e iogurte, fontes dessa vitamina, relataram menos sintomas de TPM.
Conhecida também como a “vitamina do sol” e pesquisas afirmam a necessidade de otimização dos níveis fisiológicos a fim de prevenirmos uma série de patologias. Inúmeros estudos realizados e publicados em diversos países confirmam que há uma epidemia mundial de deficiência de vitamina D. Uma das causas é a baixa exposição aos raios UV-B, condição imprescindível para a formação da vitamina, pois, de acordo com recomendações médicas, deve-se evitar a exposição solar entre 10h e 15h e utilizar protetor solar. Neste período considerado crítico há maior intensidade dos raios UV-B, mas eles são fundamentais para a conversão na pele da forma inativa da vitamina D em ativa. Outro fator é a dificuldade em atingir as necessidades diárias da vitamina a partir da alimentação – seria necessário um alto consumo de peixes e ovos, por exemplo, para suprir as recomendações.


Referências:

Bischoff HA, Stahelin HB, Dick W, et al. Effects of vitamin D and calcium supplementation on falls: a randomized controlled trial. J Bone Miner Res 2003;18:343-351.
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Gallacher SJ, McQuillian C, Harkness M, et al. Prevalence of vitamin D inadequacy in Sc!tish adults with non-vertebral fragility fractures. Curr Med Res Opin 2005;21:1355-1361.
Trivedi DP, Doll R, Khaw KT. Effect of four monthly oral vitamin D3 (cholecalciferol) supplementation on fractures and mortality in men and women living in the community: randomised double blind controlled trial. BMJ 2003;326:469.


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